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"Você diz que seus pais não entedem, mas vocês não entende seus pais.Você culpa seus pais por tudo isso é um absurdo.São crianças como você, o que você vai ser, quando você crescer."
De um lado; filhos, sonhos vida, desejo, do outro; pais, sonhos reprimidos, planos. Uma simbiose clasicamente familiar, que está presentes na conversar do jantar, em milhares de casas. A cara da moeda é o filho, literalmente sonhador, amante da música e quer ganhar a vida com sua paixão. A coroa, é o pai, vítima da exploração capitalista, autonômo, sabe o preço que as pessoas pagam por viver de sonhos. E inicia-se o duelo de cara ou coroa; viver pelos desejos, ou pagar por eles.
O pai vive na possibilidade de ascensão social, conhece bem a socidade em que se encontra e sabe que cada mililitro de suor representa seu sustento diário. Vive lendos jornais e tem plena consciência que seu curriculo e sua idade não permite mas viver o velho sonho de engenheiro civil da mocidade. As grandes edificações são apenas delirios oculares, em milhares de arranhas-céus, espalhados pela cidade e vive um sonho de concluir aquilo que o tempo deixou em aberto; a universidade.
O filho, um aluno mediano. Esforça-se sempre em função de tal esforço do pai em pagar um bom colégio. Vive preso entre números e cifras. Tem fascínio por matemática, mas sua grande paixão se encontra no ato de amor com violão. Compõe letras, músicas e ritmos. Tem a grande certeza que seu coração bate com a vibração dos acordes, e palpita com a mesma sintonia das notas musicais. Aprendeu na escola algo chamado vocação, e sabe que ele foi escolhido para sua profissão
E mais um duelo se vai. pai e filho se confrotam na mesma mesa do jantar com uma frequência quase constante, porque segundo o pai músico é sinônimo de vagabundo. E o filho não consegue se enchergar numa rotina clássica de construir grandes palácios, os quais nunca morará. E os duelos viravam batalhas de uma guerra que não parecia ter fim.O pai projeta no filho seu maior sonho, sonho reprimido por ter que largar a faculdade para começar a trabalhar. O filho acha injusto viver um sonho que não é seu, viver num mundo alheio. Mas o pai é racionalista e projeta no seu filho a sua grande paixão limitada. Sabe que engeinhero é a profissão da "moda", mas o filho diz que a moda é uma tendência passageira e cíclica e o amor é aquilo verdadeiremente suficiente para durar pra sempre.
... AINDA SOMOS OS MESMOS E VIVEMOS COMO NOSSOS PAIS."
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Um comentário:
oooh querida homônima! que bacana que nos encontramos;
visitarei seus universos frequentemente ;)
beijoos :*
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